June 15 2014

Dafna Obadia

Ser caminhoneiro hoje: riscos e desafios nas estradas brasileiras

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Conheça os perigos e desvantagens que fazem parte de uma das profissões mais arriscadas do Brasil

Associada à flexibilidade de horários e de paisagens, a profissão de caminhoneiro constitui hoje uma das atividades de maior risco para o trabalhador. Em 2013, mais de 1000 motoristas perderam a vida ao volante, engrossando assim as estatísticas negras associadas às estradas brasileiras que demandam uma reflexão urgente por parte da sociedade.

Riscos: muitos e constantes

A exposição do caminhoneiro ao risco é uma condição sine qua non no seu cotidiano: além da evidente propensão aos acidentes (causados pelo excesso de velocidade, pela realização de manobras inadequadas, pela ingestão de bebidas alcoólicas ou pelo cansaço, tanto a título individual quanto pela intervenção de terceiros), a verdade é que os motoristas profissionais são submetidos a uma série de fatores que pouco abonam em seu favor.

Assim, as jornadas de trabalho irregulares (com escalas diferenciadas de horários, períodos de descanso que nem sempre vão de encontro ao que se encontra estipulado na legislação e existência de muitas horas extra), a incompatibilidade com uma vida familiar, pessoal e social dita ‘normal’, o desconforto e as infraestruturas de trabalho a nível dos veículos em que os caminhoneiros utilizam e a pressão que impera no cumprimento de prazos são os principais aspetos que conduzem à classificação da profissão como uma das mais arriscadas.

Uma questão de segurança

Independente do salário oferecido (que, com mais ou menos variações de empresa para empresa, tende a ser contestado na grande maioria dos casos, muito pela existência de um volume de horas extra que extrapola os limites da razoabilidade), a verdade é que os caminhoneiros enfrentam vários problemas quando o assunto é a sua segurança e a da carga que transportam. Para minorar os efeitos negativos devidos a acidentes e roubos, as empresas têm vindo a apostar na adoção de rastreadores para potenciar o desenvolvimento logístico – por exemplo, na gestão de rotas, custos e recursos necessários ao exercício da função –, melhorar a performance dos caminhoneiros (reduzindo o desgaste provocado pela condução inadequada, por exemplo) e acompanhar os percursos efetuados de forma sistemática.

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É, pois, inegável a relevância que os rastreadores têm vindo a assumir nesta segmento profissional, na medida em que permite a gestão do capital material e humano de forma integrada e oferece aos caminhoneiros a proteção laboral (ainda que parcial) que tantas vezes é relegada para segundo plano na hierarquia das prioridades das empresas em favor do cumprimento de contratos comerciais e da geração de lucro.

Sobre o autor: Dafna Obadia

Dafna Obadia, escritora e assistente virtual, brasileira, paraense e natural da cidade de Belém. É amante do conhecimento, por isso, vem agregando ao seu embasamento acadêmico os cursos de Licenciatura em Letras (Língua Portuguesa / Língua Inglesa) na Universidade Anhanguera, Bacharelado em Direito na Universidade da Amazônia e Licenciatura em Música na Universidade do Estado do Pará. Sua meta atual é mergulhar no mundo da Tecnologia da Informação.


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